Um estranho no ninho - ou no Tipos. Às vezes tenho essa sensação. Sou um dos poucos, senão o único, que não tem Londrina na sua história.
Até onde sei, a maioria dos Tipos viveu e conviveu, estudou e vadiou, chorou e se emocionou - juntos. Em comum, a UEL, para onde convergiu gente de origens diferentes.Isso me faz imaginar quão bom teria sido estudar numa cidade menor, que parecesse um grande campus. Onde fazer um trabalho não fosse tão complicado. Onde a vida fosse a extensão da universidade.
Lamento muito que minha vivência universitária não tenha tido esse grau de riqueza. Estudei numa universidade particular do Rio, onde havia um amontoado de prédios, longe do bairro onde morava. Como era particular, eu trabalhava para pagá-la e meu contato com a universidade quase sempre restringia-se ao horário das aulas e do barzinho de quinta, sexta-feira.
Uma experiência que nada teve de marcante, indelével. Tenho lembranças muito melhores dos Enecons de que participei. Nos contatos com estudantes de outros estados eu via esse frescor, da discussão acadêmica, dos papos que buscavam uma profundidade raramente encontrada no ambiente onde estudei.
Os Enecons, aliás, merecem outros posts. Estou nostálgico?
Digam-me vocês, Tipos, se essa visão da UEL e de Londrina não está por demais romantizada...
Publicado em 27 de abril de 2002 às 02:30 por juan
(e pode romantizar ainda mais.)